"Jovem de 18 anos levou tiro no abdome em Pederneiras (SP)"
Segundo delegado, motivo foi discussão entre irmãos na hora do almoço.
Avó suspeita de matar neto não mostrou arrependimento, diz delegado.
O delegado Mario Bergamo Júnior contou nesta quinta-feira (27) que a avó suspeita de matar a tiros o neto de 18 anos no interior de São Paulo não mostrou arrependimento e pareceu ser “uma pessoa bem fria”. O crime ocorreu na quarta (26), em Pederneiras, distante 320 km da capital. O motivo teria sido uma briga entre a vítima e o irmão de 14 anos na hora do almoço.
Iracema Venâncio da Costa, de 57 anos, foi levada para a cadeia pública de Pirajuí, também no interior paulista, e o corpo do adolescente foi enterrado nesta quinta-feira. “Ela não mostrou estar arrependida. Aparenta ser uma pessoa bem fria”, contou Bergamo Júnior. A defesa da mulher diz que ela "estava alterada" e ficou arrependida após o crime.
De acordo com o depoimento dela, o delegado informou que a discussão começou na hora do almoço, quando os meninos brigavam por causa da divisão da comida. Iracema tentou repreender o neto mais velho e, de acordo com o Bergamo Júnior, o adolescente “partiu para cima dela”.
Legítima defesa
Com o intuito de se defender, a senhora pegou a arma e atirou. O revólver calibre 38 está com a numeração raspada. “Estamos investigando de onde vem esta arma”, afirmou o delegado. "Ela alegou que é líder comunitária e aquiriu o revólver porque estava sofrendo ameaças".
O rapaz foi atingido no abdome e ainda chegou com vida ao hospital. Alertados pelo estampido, os vizinhos chamaram a polícia. “Ela tentou fugir, colocou a arma em uma bolsa e entregou para a vizinha, mas foi encontrada”, disse o delegado. A vizinha, como informou Bergamo Júnior, foi indiciada por porte ilegal de arma.
Segundo ele, Iracema tem “várias” passagens pela polícia. “Em 1985, ela foi acusada de homicídio contra o marido, tem porte ilegal de arma e pelo menos oito casos de lesão corporal (agressão)”. Pela suspeita de atirar contra o neto, Iracema vai responder por homicídio qualificado, porque o assassinato foi contra descendente.
O advogado da mulher não quis se identificar e disse apenas que a suspeita “se reservou ao direito de falar em juízo”. De acordo com ele, Iracema “com certeza está arrependida”.
Fonte: g1.globo.com (27/08/2009
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