Nos dias inteligentes de hoje há poucos socialistas radicais e poucos capitalistas selvagens. Mas alguns insistem. Não é fácil para esta pessoa educada na visão capitalista, pragmática e eufórica do possuir, lucrar muito, ter mais e fazer mais admitir que é possível lucrar menos e ser mais altruísta. A grande maioria dos empresários já descobriu que partilhar e melhorar a situação dos trabalhadores que com ele mantêm aquela firma lhe trará, se não maiores, melhores dividendos.Para alguns esse credo não faz sentido. É difícil entender quem não se apossa quando tem chance e quem não mostra resultados. Há até igrejas que ensinam isso. “Ser” não é um verbo suficiente para o capitalismo ou para os pregadores pragmáticos. Render virou um verbo político e religioso. Moderadamente até que é bom. Quando se torna obsessivo acaba em desequilíbrio. A Bíblia insiste em denunciar da ganância. Centenas de passagens mostram quanto os juros e o abuso do poder financeiro ofendem a Deus.
Para algumas pessoas, ter mais, conquistar, vencer, avançar e mostrar eficácia é sinal de benção. Existem até igrejas a justificar o capitalismo norte-americano. Acentuam o Deus que dá e o fiel que vence, porque conseguiu mais e cresceu na posse de bens. Não por acaso usa-se a expressão “tomar posse”, “apossar-se”, porque orar e conseguir uma loja, um carro, uma empresa é sinal de bênção, Deus dá bem para quem ora bem!
Omitem o porquê seguido de interrogação e passam ao porquê exclamativo. Os fiéis correm para os pregadores que concluem mais depressa e rejeitam os que lhes propõem mais escolha, mais estudo, mais perguntas antes de concluir.
As igrejas eficazes e cheias de fatos novos e sinais venceram as igrejas que propõem o pensamento e a descoberta de Deus em longo prazo.
Fonte: Catolicanet (27/08/2009)
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